jueves, 12 de enero de 2017

La poesía de Aníria Teixeira desde Cabo Verde


Aniria Teixeira es una periodista de Cabo Verde. 
Participamos juntos en el Taller de Periodismo Cultural y Digital en Praia, hace poco más de un mes.
Hoy nos regala este poema publicado originalmente en www.jovemtudo.cv

O tempo, tempo
 Tempo que nos fascina, que nos corrói.
O herói tempo….
O tempo que nos seduz, constrói e destrói…
 O tempo… o senhor Judas…
O tempo dono da sombra…
O Tempo dono da luz…
O tempo senhor desse universo…
Não há berço que escape!
Não há seiva que corra, quando o senhor tempo decide agir…
O tempo. O senhor tempo…
O tempo quando abraça com as suas fortes e invisíveis garras
Não há memória, não há sentimento, não há ódio que lhe escape…
O tempo, o tempo…
O homem na sua vã insistência, luta contra ele…
Aproveitando, correndo e exausto não percebe que
Por mais que se corra, mais a essência se exaure.
Por que é próprio do tempo…
O tempo, O senhor tempo…
O tempo que seduz a flor no primeiro raio de sol,
É o mesmo que a definha quanto esta radiante esbanja o seu perfume…
O tempo que por ser invisível não pode ser visto, marca a pele do homem com rugas profundas, golpeando a sua vaidade.
O tempo o senhor da razão… o dono da cura do demente solitário. Mas quem ofende o tempo também mente…
O tempo nem sempre destrói, mata, o tempo também constrói, sara…
O Único senhor que vive com duas faces e não se importa em ter dualidades.
Porque é dele o poder de decidir quem fica e quem vai, quem morre, quem vive.
Porque é dele a sabedoria.
 Porque é no seu manto que está escrito todas as palavras.
Todas as memórias, momentos desse frágil ser que o homem.